ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA DO CIDADÃO
MUNICÍPIO DE ALFREDO WAGNER-SC
CONSEG – CONSELHO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA
PROJETO: SEGURANÇA SOLIDÁRIA
PROPONENTES:
- CONSEG - CONSELHO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA DE ALFREDO WAGNER
- POLICIA MILITAR E CIVIL DE ALFREDO WAGNER
JUSTIFICATIVA:
Com a situação de desconforto instalada na área de segurança do município de Alfredo Wagner, novas medidas preventivas deverão ser tomadas objetivando a melhoria da qualidade de vida deste povo, com característica singular; com entrada principal através do trevo da rodovia BR 282 e da SC 302 no pé da serra do Planalto Catarinense.
Durante estudos preliminares do projeto, se pode verificar que atipicamente as outras localidades, o relacionamento entre a vizinhança era no mínimo de níveis precários ou prejudicados.
Historicamente a cidade se desenvolveu através da agricultura e, em especial no plantio e cultivo da cebola, onde o município se destaca no âmbito Nacional regionalizado, que através desta atividade na agricultura familiar, denota-se uma sensível falta de convívio social entre as famílias local no que se refere a políticas públicas que até então tal deficiência não era relevante devido ainda a pouco tempo não existir as vias de acesso rápido através destas rodovias.
Com o advento dessas vias de acesso e aumento dos fluxos e deslocamentos de pessoas na passagem por Alfredo Wagner, criou-se no desenvolvimento pacato da cidade tipicamente rural, um efeito BOWLING, onde o comportamento desses moradores apresentou estagnação; mediante as ações atualizadas do mundo do crime e contravenções das cidades mais próximas, as
práticas de delitos vivenciadas nestes centros, vieram influenciar diretamente o povo Alfredense e escoar através dos acessos agora facilitados á Alfredo Wagner.
IN LOCO, foi constatado um aumento significativo das ocorrências de furtos e assaltos, uma vez que até então não havia cuidados com materiais e pertences que ficam na facilidade de serem levados (matéria de reportagem na mídia nacional), pois o modelo típico da localidade era de trabalho árduo no campo e na lavoura, nas fazendas e sítios sem a perda de tempo da hora de sol do serviço para a prevenção.
Visando a curto e médio prazo, a melhoria do deficiente relacionamento e comportamentos na área preventiva, foi instituído o projeto SEGURANÇA SOLIDÁRIA, com o qual se fará uso de técnicas didáticas, na tentativa de mudar os hábitos comportamentais que levarão aos moradores de todos os recantos Alfredenses, instrumentos de melhor formação pessoal, conseqüentemente a melhoria na qualidade de vida dos nossos munícipes.
OBJETIVOS:
1. Melhorar a rede de interação social dentro da área urbana e rural nas localidades concernentes a Alfredo Wagner;
2. Cadastrar e atualizar os dados relevantes á segurança pública no município;
3. Criar nas comunidades um sistema de alerta entre os vizinhos, com posterior operacionalização na rede social para este sistema;
4. Mudar comportamentos locais relativos a segurança individual e coletiva, a fim de minimizar as ações do crime e contravenção dentro da área de abrangência do projeto;
5. Criar ações periódicas de FEED-BACK, ou o RETROALIMENTAÇÃO do sistema a fim de manter atualizado os processos básicos e estruturais do programa ora criado;
METAS:
1. Contemplar toda a comunidade do Rio Caeté, dividida em três etapas: sendo o divisor desta localidade a Igreja Evangélica – próximo a garagem da Prefeitura;
2. Concentrar esforços para o desenvolvimento do projeto nas comunidades mais próxima (Estreito, Catuíra, Rio Adaga, Santa Bárbara, Passo Limeira, Picadas);
3. Priorizar o cronograma salvo quando houver necessidade da realização de reunião extraordiária em outra comunidade;
4. Atingir a curto e médio prazo, toda a área geográfica do município de Alfredo Wagner-sc;
5. Utilizar todos os meios de comunicações possíveis para a devida instalação dessa rede de ordem social;
6. Gerar núcleo de controle nas comunidades envolvidas, por meio do voluntariado (lideres de rua);
7. Fomentar todas as informações relacionadas á Segurança Pública Municipal.
TEMPO DE DURAÇÃO DO PROJETO:
- Tempo Indeterminado;
- O programa é permanente.
MATERIAIS UTILIZADOS:
1. Veículos devidamente abastecidos para translados;
2. Retroprojetores;
3. Data show com lap top
4. Computadores e impressoras;
5. 500 fls. de papel branco para impressão multifuncional tipo A4 210x297mm;
6. Rádios de telecomunicação;
7. Apitos;
8. Sirenes;
9. Outros...
EQUIPE ENVOLVIDA:
1. CONSEG – Conselho Comunitário de Segurança
2. Polícia Militar;
3. Polícia Civil;
4. Grupo Cruz Azul
5. COMAD – Conselho Municipal Antidrogas;
6. Conselho da Saúde;
7. Conselho da Educação;
8. Conselho Tutelar;
9. Proerd;
10. Prefeitura Municipal através das Secretarias,
11. Cãmara de Vereadores;
12. Câmara de Dirigentes Logistas;
13. Lions Club;
14. APAE;
15. Grupo da 3ª Idade;
16. NUDEC / Defesa Civil do município;
17. Entidades religiosas no município
18. CPC de todas as comunidades;
19. Demais órgãos que mais tarde se filiarão no programa.
Segurança Solidária: Uma Estratégia Global Contra a Criminalidade
ResponderExcluirTEMA
OS ACTORES DA SEGURANÇA SOLIDÁRIA: A PARCERIA ENTRE AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E A SOCIEDADE CIVIL I
TENENTE GENERAL CARLOS MANUEL MOURATO NUNES
Comandante Geral da GNR
Resumo: O conceito de segurança assume hoje uma dimensão alargada, de grande abrangência e significado, alicerçado nos próprios conceitos de sociedade e de modelos e vivências sociais.
O sentimento de segurança é uma apropriação individual e social, nem sempre materializável, com elevado grau de especificidade e de mutabilidade no espaço e no tempo, constantemente afectado pelas actuações de cada indivíduo no seu relacionamento com os outros e pelas percepções do clima social.
Os factores de insegurança, que afectam, condicionam ou impedem a liberdade dos indivíduos, nascem no seio da própria sociedade, gerados por comportamentos individuais ou grupais considerados desviantes ou desenquadrados dos modelos vigentes em determinado momento. É, pois, no interior das próprias comunidades, numa atitude preventiva, que devem ser encontradas as primeiras respostas para a construção de um ambiente de liberdade e segurança.
A garantia da segurança aos cidadãos nos termos em que hoje se exige ultrapassa em muito a vertente da pura acção policial. O conhecimento, a compreensão e a apreensão dos fenómenos em questão por parte dos vários actores sociais e das instituições que os apoiam, e o seu envolvimento directo na prevenção das causas e no combate aos focos de insegurança, no local e no momento em que os mesmos se indiciam ou manifestam, constitui o cerne do sucesso de uma actuação dirigida à sua atenuação e erradicação.
Tal abordagem exige intervenções solidárias, intervenções que integrem as polícias, as instituições e organizações sociais e as comunidades em modelos de acção que promovam sinergias, mobilizem esforços e recursos numa prática concertada, participada e dirigida para a prevenção das causas da insegurança.
A Guarda há muito que detém este entendimento, há muito que vem promovendo a concepção e implementação de novos modelos de intervenção no quadro do denominado policiamento comunitário ou solidário, dinamizando programas de intervenção, com instituições e comunidades, concebidos e orientados na base da partilha de objectivos comuns e da motivação e responsabilização colectiva, numa óptica de subsidiariedade na acção, de que são exemplos: os programas “Escola Segura”, “Idosos em Segurança”, “Violência Doméstica”, “Crianças e Jovens em Risco”, “Apoio às Vítimas de Crime”, “Comércio Seguro”, “Verão Seguro”, entre outros.